A Mãe Ieda do Ogum, tem como principais características a força e a coragem. Detentora do poder da cura e do sucesso, traz consigo carisma, simpatia e respeito para com seus familiares, filhos de santo, amigos e clientes.

Iniciou-se na religião afro-umbandista na década de 60, antes mesmo de completar 20 anos de idade. Primeiramente iniciou seu desenvolvimento mediúnico na Umbanda com o Cacique Supremo da Montanha, através da orientação e doutrina do Pai Zé Maria, onde doze anos depois deu início a incorporação à Cabocla Jurema.

Em meados de 1962, iniciou o trabalho espiritual na linha da Quimbanda, com Exú Rei das 7 Encruzilhadas, conhecido por todos por “Seu Sete” e considerado por muitos o precursor da Quimbanda no Rio Grande do Sul. Mãe Ieda foi a primeira religiosa a levar "Exus e Pombas -gira" para a beira da praia para homenagear a "divindade" do mar.  Filha de Nação Oyó, teve seu aprontamento realizado pelas mãos da Mãe Isaura da Oiá na casa desta e de Pai Eliseu do Ogum, no Partenon em Porto Alegre.

Em 1964, com autorização e bênção de sua Mãe de Santo, Mãe Ieda inaugurou sua casa de religião juntamente com seu esposo, Miguelino Barbosa Viana da Silva, (Pai Miguel do Ogum), já falecido.

Filha de Ogum e Iemanjá na Nação, Mãe Ieda homenageia seus orixás no ritual africano de batuque no mês de abril, com a Festa do Pai Ogum. Na Quimbanda, sempre no mês de agosto, realiza as festividades em homenagem ao aniversário do “Seu Sete”, com a “Festa do Cruzeiro” (realizada na rua) e a “Festa de Gala” (realizada no clube social). Na Umbanda, no mês de março, são realizadas as festividades em homenagem ao aniversário do Cacique Supremo da Montanha e em maio dá segmento as festividades ao Preto Velho, Pai Antônio da Bahia da Banda de lá.

Mãe Ieda, igualmente a outros chefes espirituais carrega a bandeira da religião afro-brasileira por todo o  Rio Grande do Sul e  exterior,  atravessando fronteiras, levando-a ao Uruguai e Argentina, onde possui vários filhos de santo “prontos” ( Yalorixás e Babalorixás). Participou de eventos públicos como a posse dos ex-Governadores do Rio Grande do Sul, Alceu Collares e Olívio Dutra, assim como das festividades da Semana da Consciência Negra, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, I Apesé Fun Osún, Congresso Nacional Afro-brasileiro de 1996, entre outros.

 

Mãe Ieda cultiva sua dedicação à religião através de seus filhos de santo, onde muitos são dirigentes e tem sua própria Casa de Religião, estendendo a doutrina da fé, da humildade e da fraternidade.

São milhares de filhos que já passaram e que passam pelas mãos da Mãe Ieda, desde o mais humilde ao mais ilustre. E todos são tratados com o mesmo carinho e respeito.

Mãe Ieda, é filha consangüinea de Laudelina Oliveira Viana (in memorian), carinhosamente chamada por todos de Dona Mosa na comunidade Umbandista. Grande benzedeira de Porto Alegre, trabalhou durante muitos anos na União Espírita no Kardecismo, Dona Mosa teve seu desenvolvimento mediúnico na Umbanda com o 'Cacique Tupinambá', o Cacique Pena Branca e Cabocla Pena Dourada. 

Seus filhos carnais, Nara ( Mãe Nara do Ogum), Miguel Augusto (Pai Guta da Oxum) e José Carlos ( Pai Zeca do Xangô), assim como netos e sobrinho seguem seus passos na religião.

Além das atividades espirituais, Mãe Ieda promove, também, o conhecido “Pagode”, onde ilustres nomes do samba e do carnaval de porto Alegre são atrações especiais, assim como grupos musicais de samba e MPB